Esse texto é realmente impactante, e nos mostra a que ponto chegamos e o quanto precisaremos fazer para reverter essa triste situação. É um tema que precisamos debater com mais frequencia no nosso dia-a-dia, então não deixe de ler, divulgue esta idéia!
Por Fabiano Ávila, do CarbonoBrasil
A edição de 2010 do renomado relatório "State Of The
World" afirma que sem uma alteração nos hábitos
comportamentais e de consumo de nada adiantarão
políticas públicas e avanços tecnológicos no combate
ao aquecimento global e a outros desafios contemporâneos
As 500 milhões de pessoas mais ricas do mundo, cerca de 7%
da população, são responsáveis por 50% das
emissões de gases do efeito estufa, enquanto os três
bilhões de pessoas mais pobres emitem apenas 6%. Com dados
como esse, o relatório “State of the World 2010,
Transforming Cultures: From Consumerism to Sustainability",
do Worldwatch Institute, publicado nesta terça-feira
(12/01), traz como principal mensagem que sem uma mudança
cultural que coloque valores sustentáveis acima do
consumismo, não há milagre tecnológico ou política
pública que resgatem a humanidade de graves problemas
climáticos, sociais e ambientais.
O relatório chama de consumismo a orientação cultural
que leva as pessoas a acharem contentamento, aceitação e
significado para as suas vidas através do que possuem e
utilizam.
“Nós vimos alguns esforços encorajadores nos últimos
anos no combate a crise climática. Porém fazer
políticas ou mudanças tecnológicas enquanto a cultura
segue centrada no consumismo e no crescimento não podem ir
muito longe. Para que se consiga um avanço duradouro, é
preciso que a sociedade mude sua cultura para que a
sustentabilidade vire a norma e o consumo em excesso um
tabu”, afirmou Erik Assadourian, diretor do projeto State
of the World.
Em 2006, a humanidade consumiu US$ 30,5 trilhões em
mercadorias e serviços, 28% a mais do que apenas 10 anos
antes. O aumento do consumo resultou em um crescimento
dramático da extração de recursos naturais. Os
norte-americanos, por exemplo, consomem aproximadamente 88
quilos de recursos por dia. Se todos vivessem dessa
maneira, a Terra sustentaria 1,4 bilhões de pessoas,
apenas um quinto da atual população mundial.
“O padrão cultural é a raiz para a convergência sem
precedentes de diversos problemas ecológicos e sociais;
como as mudanças climáticas, epidemias de obesidade,
declínio da biodiversidade, perda das terras cultiváveis
e desperdícios de produção”, disse Assadourian.
Os 60 autores do relatório apresentam em 26 artigos
algumas estratégias que já estão em funcionamento para
a reorientação cultural. Algumas abrangem uma visão
social do mercado, através da formação de cooperativas
de agricultores, por exemplo. Outras avaliam modelos de
planejamento familiar e esforços de marketing social. Há
ainda a sugestão de que as escolas primárias sejam
utilizadas na formação de uma nova cultura, com
iniciativas simples como a alteração dos itens da
merenda para uma alimentação mais saudável e baseada
em produtos locais.
“Com o mundo lutando para se recuperar da mais séria
crise econômica desde a grande depressão, nós temos
uma oportunidade história para nos afastarmos do
consumismo. No fim, o instinto de sobrevivência deve
triunfar sobre a compulsão do consumo a qualquer custo”,
concluiu Christopher Flavin, presidente do Worlwatch
Institute.
(Envolverde/CarbonoBrasil)
sábado, 30 de janeiro de 2010
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