Pensando num amanhã mais verde

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sábado, 30 de janeiro de 2010

NOTICIA DA SEMANA!! (6 semana)

O Ecoideias recebeu essa matéria em um email de uma leitora e amiga nossa, e nós achamos realmente interessante divulga-la, pois é muito bom ver que existem pessoas na mesma luta que nós!

Você acha que seria possível viver sem geladeira? E sem
televisão? O casal Juliana Morari,26, e Lúcio Tamino,
27, vive assim. E muito bem, pelo que dizem. Há dois anos,
mudaram-se de uma região mais urbana da metrópole de
São Paulo para a serra da Cantareira, nos limites do
município, onde consomem "somente o necessário".

"Já que procuro sempre comer frutas e legumes frescos e
não consumo nada derivado de animais, que estraga fora da
geladeira, não preciso dela", explica Juliana, que se
identifica como pesquisadora de dança. Ela planeja no
máximo experimentar um sistema africano de
refrigeração com vasos de cerâmica.



Sobre a falta de TV, diz : "Assim, evitamos o apelo
comercial que chega tanto pela TV como por lanchonetes e
outras grandes lojas"

Eles são um exemplo de até onde podem chegar cidadãos
preocupados com o ambiente --e, no caso deles, também com
a saúde, os animais, e o "todo à sua volta".

Relatório publicado pelo Worldwatch Institute na semana
passada apoia atitudes como a deles. A organização,
baseada em Washington, tira o foco no governo e em acordos
internacionais. Avisa que o desenvolvimento sustentável do
planeta e a luta contra o aquecimento global passam por uma
renúncia ao consumismo.

Juliana diz que não compra produtos "supérfluos", ainda
mais quando são industrializados, como biscoitos recheados
e iogurte.


Pintura do artista plástico Lúcio Tamino, 27, que mostra
a sua casa na serra da Cantareira, para onde se mudou há
dois anos

"Possuem corantes, conservantes e outros ingredientes que
podem fazer mal", diz. Quando o casal precisa mesmo de algo
industrializado, como óleo, opta por cooperativas.
"Priorizo produzir eu mesma biscoitos e pães caseiros para
nosso consumo."

O sustento financeiro do casal vem de Lúcio, artista
plástico. Mas, como evitam o consumismo, não necessitam
de muito dinheiro, diz Juliana.

O único eletrônico que declaram possuir em casa é um
computador, por onde atualizam site contando sua
experiência.


Há outros que não têm um estilo de vida como o de
Juliana e Lúcio, mas, ainda assim, buscam renunciar ao
consumismo. Ouvimos casos curiosos de renúncia às
compras tidas como excessivas. Algumas medidas, como a da
professora Tânia Regina Vizachri, 23, chamam a
atenção.

Em vez de utilizar absorventes íntimos descartáveis, ela
adotou os chamados "abiosorventes". São de pano
reutilizáveis.

"Isso evita ter que ir sempre comprar na farmácia e
produzir mais lixo", explica ela. "Além disso, há os
produtos químicos do produto industrializado que também
causam impactos."

O site do produto estima: "cada uma de nós irá consumir,
ao longo da vida fértil, algo em torno de 10 mil
absorventes descartáveis, que ficarão aí pelo mundo
por volta de uns cem anos pelo menos".

E quando seu celular quebra, você pensa em consertar ou
compra outro? Como muitos desses aparelhos são baratos, o
biólogo Leandro Sauer Carrillo, 26, aponta que a
tendência é mesmo comprar outro. "As pessoas não se
preocupam com o que vai virar depois o produto", diz.

"O visor do meu celular quebrou há cerca de dois anos,
depois de um ano de uso", conta ele. "Ao invés de jogar
fora, consertei, por 10% do valor do aparelho." Outra
aventura do aparelho foi molhar --problema que ele diz ter
resolvido ao secá-lo.

Hoje Leandro não está mais com o celular, mas o deu em
boas condições de funcionamento para sua mãe, atual
usuária.

Uma semana para pensar

Outra preocupação do biólogo é na hora de fazer
qualquer compra: "Antes pense no seu custo-benefício por
uma semana", sugere ele. "Se, no fim do período, ainda
quiser comprar, OK. Senão, provavelmente era algo que
você acabaria não usando."

Ele exemplifica com a última coisa em que pensou em
comprar: uma máquina de fazer suco que viu em propaganda
na televisão.

"Parecia legal, mas depois, ao ver funcionar, percebi que
desperdiçava partes da fruta que também poderiam ser
aproveitadas, gerava muito resíduo", conta Leandro, que
desistiu da compra.

Outro objeto de consumo que o biólogo cobiça há cerca
de quatro anos é uma TV LCD. Mas recusou até hoje a
compra pela decisão consciente de esperar: "A tecnologia
avança muito rápido, logo vai ter outra opção mais
avançada", pondera.

"Além disso, quanto tempo vou ter para isso? Se eu tiver
uma TV pior provavelmente vou ter até menos vontade de
assistir e vou poder fazer outras coisas mais saudáveis."

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