Pensando num amanhã mais verde

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sábado, 30 de janeiro de 2010

NOTICIA DA SEMANA!! (7 semana)

É muito triste e decepcionante enchergar onde nos encontramos, porém se não abrirmos os nossos olhos a nossa situação somente se agravará. 

13/01/2010 - 01h01
Cientistas iniciam travessia para estudar a “sopa de
plástico” no mar

A poluição marinha por plásticos é um problema
global crescente, mas é especialmente grave na região do
Pacífico Norte.

Cientistas marinhos iniciaram no último dia 08 de janeiro
o lançamento transatlântico do primeiro estudo de
poluição marinha por plásticos que é largamente                               Foto do diario de bordo do Sea Dragon
conhecido como prevalecente somente no Oceano Pacífico
Norte, a “Grande Marca de Lixo no Pacífico”.
 
“Este é um problema global, temos visto evidências de
poluição por plásticos por todos os lugares do mundo e
isto está piorando,” diz o capitão Charles Moore,
fundador da Fundação de Pesquisa Marinha Algalita
(AMRF), que em janeiro foi enfocado no programa de TV “The
Colbert Report” (O Relatório Colbert) para discutir o
problema que ele mesmo colocou no mapa pela primeira vez.

A viagem inaugural do estudo, de St. Thomas, Ilhas Virgens,
EUA, até o Mar de Sargaço, é parte do Projeto 5 Gyres
(giros), que realizará uma segunda travessia no
Atlântico Sul em agosto próximo. Participam diretamente
do projeto os pesquisadores Dr. Marcus Eriksen e Anna
Cummins, que têm trabalhado com Moore, documentando a
acumulação crescente de poluição por plástico no
Giro do Pacífico Norte.

Eriksen e Cummins, casados em junho de 2009, trabalharão
com a AMRF para aprofundar o foco da sua pesquisa anterior,
a qual tem sido quantificar os plásticos flutuantes,
incluindo fragmentos de micro-plásticos consumidos pelos
peixes. Agora eles buscam entender como esses detritos
afetam os peixes, para entender melhor o efeito humano do
que o Los Angeles Times chama de “um dos segmentos da
esteira de lixo tóxico da civilização que mais
cresce”.

“As partículas de plástico no mar agem como
magnéticos para químicos tais como DDT, PCB,
retardadores de chama e outros poluentes,” diz Cummins.
“O Projeto 5 Gyres está trabalhando agora para avançar
nossas pesquisas anteriores com os testes buscando
determinar se esses químicos se acumulam nos peixes,
navegam ao longo da cadeia alimentar e terminam em nossos
pratos de jantar.”

“Há cinco giros no mundo,” informa Cummins, “mas a
poluição por plásticos não está confinada em um
somente. Planejamos agrupar dados de todos os cinco.”

O Projeto 5 Gyres é uma colaboração entre a AMRF, onde
Eriksen é diretor do programa de desenvolvimento, a
Livable Legacy e a Pangaea Explorations. Um dos
patrocinadores do projeto é a Blue Turtle. A Pangaea
Explorations está fornecendo o veleiro de 72 pés Sea
Dragon, no qual o casal velejará para coletar amostras da
superfície do oceano, do fundo do mar e do conteúdo do
estômago e dos tecidos de peixes para análise. Outros
velejadores são voluntários para contribuir com suas
pesquisas com equipamentos emprestados pelo Projeto 5 Gyres.

Acompanhe o progresso do Sea Dragon através da tecnologia
GPS fornecida pela Blue Turtle.

Na última primavera, Eriksen e Cummins completaram um tour
de 2.000 milhas de bicicleta para gerar conscientização
do problema no Giro do Pacífico Norte, onde o próprio
Eriksen velejou a bordo do JUNKraft da AMRF construído com
15.000 garrafas de plástico. O problema do plástico no
oceano tem sido referido como a Marca de Lixo, mas que é
muito mais difusa do que uma simples “marca”, a qual
Eriksen e Cummins chamam de sopa de plástico.

Durante a sua viagem transatlântica de seis semanas — a
primeira desse tipo — o casal fará uma parada nas
Bermudas para palestras e para encontrar-se com o Cônsul
Geral dos Estados Unidos Grace Shelton. Em 28 de janeiro
eles velejarão aos Açores através do Mar de Sargaço,
uma região alongada no meio do Atlântico Norte
circundada por correntes oceânicas que formam outro giro
oceânico. Eles esperam retornar para Santa Mônica em
meados de fevereiro.

Em agosto, eles cruzarão o Giro do Atlântico Sul, indo
do Rio de Janeiro à Cidade do Cabo, na África do Sul.
Esta será a primeira travessia desse tipo nos últimos 30
anos no hemisfério sul.

Os pesquisadores enfatizam que, desde que a poluição do
mar por plásticos não pode ser limpa por qualquer meio,
a sociedade deve parar o problema na sua fonte. Eles
defendem legislações que demandem das empresas tomarem
para si a responsabilidade de recuperar e reutilizar os seus
produtos, incluindo incentivos econômicos para promover a
recuperação e a extinção dos produtos
descartáveis. Legislações responsáveis irão criar,
também, uma tremenda oportunidade para produtos
inteligentes e inovadores.

“Não podemos sair desta sujeira pela reciclagem, nem
podemos limpar o que já está lá fora,” diz Eriksen.
“Não estamos olhando para uma grande acumulação de
pedaços visíveis de plásticos, mas para uma sopa
difusa de micro-partículas.”

Enquanto os efeitos potenciais à saúde humana permanecem
desconhecidos, cientistas já estimam que perto da metade
de todas as espécies de pássaros marinhos, todas as
espécies de tartarugas marinhas e 22 espécies de
mamíferos marinhos ferem-se ou morrem por causa do lixo
plástico, seja pela ingestão, enredamento ou
estrangulamento, antes que os detritos sejam quebrados (pela
fotodegradação) em minúsculos fragmentos.

Eriksen e Cummins mantêm um blog sobre suas travessias no
endereço http://5gyres.org/whats_happening_now/blog/. Eles
continuarão sua segunda viagem no Atlântico com um
projeto de conscientização de duração de um ano
chamado “O Último Canudo.” Este projeto inclui um tour
de 2.000 milhas para ciclo de palestras na Costa Leste e a
construção, em Paris, de um barco com 250.000 canudos de
plástico. Neste barco, chamado de “STRA,” em homenagem
à expedição RA feita por Thor Heyerdahl no final dos
anos 1960, eles velejarão o Rio Sena e cruzarão o Canal
Inglês.

O patrocinador do Projeto 5 Gyre Blue Turtle, baseado em San
Francisco, é uma organização social que visa
soluções completas e longevas para a poluição dos
oceanos mundiais através da educação, de fontes de
eliminação e limpeza. A Pangaea Explorations, outro
patrocinador importante, é dedicada à descoberta de
bases verdadeiras sobre o meio ambiente, envolvendo pessoas
e as questões ambientais, e ensinando a próxima
geração a respeitar e proteger o seu meio ambiente.
Patrocínios chave adicionais são fornecidos por
Ecousable, Quiksilver Foundation, Surfrider Foundation, Keen
Footwear, Patagonia e Aquapac.

Mais fotos de Eriksen e Cummins a bordo do Sea Dragon,
partículas de plásticos retiradas do estômago de
peixes e da viagem de 2008, no JUNKraft, no link:
http://m233.photobucket.com/albums/ZanDubin/Video%20Art/5Gyres/

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